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13 de out. de 2008

Continuando a campanha eleitoral...

Li este post hoje no Player, um dos blogs do Globo Online, assinado por Rodrigo Pinto, parece que é editor de cultura lá. E como a temática Cultura nos é cara aqui, vai a análise do jornalista. O candidato é Eduardo Paes e o tema é, mais uma vez, mas não só, a Cidade da Música.

http://oglobo.globo.com/blogs/mpb/default.asp#132066

10 de out. de 2008

La misionera




Esta semana tive o imenso prazer de ter alguns (pouquíssimos) minutos de conversa com a cantora Mercedes Sosa, uma das mais importantes divas da América Latina. Que figura doce, cheia de amor para dar ao mundo, nos olhos uma sabedoria profunda da realidade que a contorna. Jamais esquecerei o abraço que ela me deu, seu cheirinho de avó com talco. Público abaixo matéria publicada ontem no Jornal do Brasil, para o qual trabalho. A matéria foi escrita com a ajuda precisa de amigos deste blog, com destaque para informações de Pedro Paulo Malta.


Ícone da canção de protesto, Mercedes Sosa recebe Ordem do Mérito Cultural e defende com veemência líderes controversos como o boliviano Evo Morales


Monique Cardoso


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez lobby para sua condecoração e até escolheu pessoalmente o repertório que a diva argentina Mercedes Sosa cantaria, anteontem à noite, na cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural, na qual foi uma das homenageadas. Mas não a viu cantar. Por razões meteorológicas, seu avião não pôde decolar e o presidente não compareceu à festa. Em entrevista ao Jornal do Brasil antes da cerimônia, que durou cerca de três horas no Teatro Municipal, Mercedes rasgou elogios ao líder petista, a quem conheceu durante a reunião de Cúpula do Mercosul em Tucumán, norte da Argentina, sua terra natal e de onde tirou inspiração para suas mais importantes canções. Apesar da saúde frágil, que faz com que se apresente sentada, a cantora, 73 anos, cumpre este mês longa agenda em países da Europa e em Israel. Em novembro, volta ao Brasil para show no dia 28 de novembro, no Vivo Rio.


– É um orgulho muito grande receber esse prêmio do Brasil. – exalta Mercedes, confirmando a escolha do repertório pelo fã ilustre: – Ele pediu para eu cantar Gracias a la vida e Misionera.


Elo forte do país, desde os anos 60, com a cultura dos povos indígenas e o folk argentino, aspectos culturais de sua sagrada Tucumán, Mercedes Sosa continua a levar ao palco, mescladas a músicas de amor, letras que falam das mazelas da América Latina. Resquícios do movimento Nueva Canción, cujas músicas de protesto influenciaram a MPB nos anos 70, principalmente nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento, entre outros.


– Minha vida é sacrificada. Continuo viajando com freqüência, mas as pessoas querem me ouvir. O que eu sofro não é nada. Este continente é enorme, muita coisa mudou desde as ditaduras, mas onde quer que eu vá sempre vai haver aquela gente pobre, humilde, que não tem o que dar de comer aos filhos, que não tem onde tomar um banho ou fazer sua higiene, que não tem trabalho. Então eu não posso abandonar esta temática. Esta é a realidade.


Vítima da repressão durante a ditadura argentina, La Negra, como é chamada carinhosamente por causa do tom dos cabelos, tornou-se respeitada ativista de esquerda. Hoje não pode mais liderar panelaços e protestar com as Mães da Praça de Mayo. Por isso, não dispensa o noticiário.


– Acompanho tudo o que posso pela TV. Sei exatamente o que está se passando no Brasil, no Chile, no Uruguai. De todos os países, o Brasil sem dúvida é o que conseguiu estabelecer uma democracia mais forte nos últimos 20 anos e não pode deixar que crises econômicas a enfraqueça – aconselha.


Mais recentemente, seu discurso político voltou com toda a força para apoiar a presidente Cristina Kirchner. A cantora também defende as posturas adotadas pelos presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia. – Defendo a Cristina, Michele Bachelet (presidente do Chile) e demonstrei meu apoio quando Chávez ofereceu enviar tropas para a Bolívia – conta. – É um absurdo tentarem boicotar o Evo, esse homem não merece o que estão fazendo com ele, que foi eleito democraticamente. É um menino muito bom. Em Tucumán estava lá, com toda a simplicidade, jogando bola com as crianças.


A cantora lançou seu último disco, Corazón libre, há três anos. Se, nas décadas de 70 e 80, estabeleceu parcerias com Milton Nascimento, Fagner e gravou diversos compositores brasileiros, como Chico e Caetano, hoje conta com o acordeonista gaúcho Luiz Carlos Borges (autor de Misionera), que a acompanha em turnês pela Europa. – Amo tudo o que vem do Brasil. Continuo cantando Coração vagabundo, de Caetano Veloso em meus shows, mas num portunhol que nunca termino de aprender.

5 de out. de 2008

Cesar Maia acha que vai dar Gabeira

Se a campanha eleitoral foi morna, o dia de votação está quente no Rio de Janeiro. Daqui a pouco começam a sair as pesquisas de boca de urna. Apressadinho, o prefeito-internauta Cesar Maia já botou seu data-blog na rua. Previsões - baseadas em quê, Deus!!!??? - são favoráveis ao candidato Fernando Gabeira. reproduzo na íntegra o conteúdo que ele publica em forma de newsletter, conhecida como ex-blog.

DATA-BLOG VAI AS RUAS NO SÁBADO E GARANTE GABEIRA FÁCIL NO SEGUNDO TURNO!

1. Gabeira chegará aos 20% e Crivella ficará nos 14%, aliás, previstos desde o início da campanha por este Ex-Blog.

2. O Ibope -confessando os erros- fez um gigantesco ajuste em uma semana. A diferença de 14 pontos passou a ser de 2 (19% a 17%). Mas para fazer essa mágica e se justificar, o Ibope disse que fez uma pesquisa com 1.200 entrevistas durante três dias: quinta, sexta e sábado. Com isso dirá que havia uma curva ascendente de Gabeira e que os três dias mitigaram esse resultado.

3. O Data-Folha fez a pesquisa entre sexta e sábado e deu Gabeira na frente: 18% a 17%, com 2 mil entrevistas.

4. Mas os experimentados entrevistadores do Data-Blog foram para a rua no sábado e entrevistaram 1.200 pessoas por toda a cidade. Na quinta-feira haviam apontado 17% para o Gabeira e 15% para o Crivella projetando pelo menos 3 pontos de diferença no hoje.

5. Mas ontem o Data-Blog fez primeiro uma pesquisa efetivamente espontânea. Gabeira teve 17% e Crivella 10%. Paes teve 22%. Ainda tinham 36% de não-voto (brancos-nulos-indecisos).

6. Na pesquisa de ontem, de intenções de voto induzidas, Gabeira teve 20% e Crivella 14%, numa enorme vantagem muito além da margem de erro. A curva ascendente de Gabeira traduz um movimento de contaminação de voto que pode ampliar esta diferença.

24 de set. de 2008

Ainda os ingressos para a Material Girl Tour

Alô Vocês!

Ninguém aguenta mais falar disso. Mas vai que há leitores interessados. Depois da confusão para compra dos ingressos para o show da Madonna, em que os fãs, mais uma vez, foram vítimas da falta de estrutura das empresas de venda de ingressos pela internet, a equipe de promoção dos shows de Madonna no Brasil, em dezembro, anuncia a venda dos ingressos cujos processos de compra eletrôncia não foram efetivados. Dá para acreditar? Cadê o Procon minha gente!!!

De qualquer maneira, aos interessados, a venda começou hoje, às 15h. Release com todas as infos abaixo:

Shows de Madonna nos dias 14 (Rio de Janeiro), 18 e 20 (São Paulo) terão ingressos re-disponibilizados para venda ao público hoje.

Vendas para todos os setores começam a partir das 15 horas A Time for Fun, produtora brasileira responsável pelos cinco shows de Madonna no país, informa que, a partir das 15h de hoje, quarta-feira, dia 24 de setembro, serão recolocados à venda ingressos para os shows que acontecem nos dias 14 de dezembro (Rio de Janeiro) e 18 e 20 de dezembro (São Paulo).

Estes ingressos fazem parte da reserva técnica criada pela empresa para atender a clientes que tiveram problemas ao comprar ingressos pela Internet e não tiveram sua compra finalizada ou confirmada. Como não foi necessário o uso de toda a reserva, a empresa está re-disponibilizando estes ingressos para venda hoje.

As vendas serão feitas pelo site da Ticketmaster, call center, bilheterias oficiais e pontos-de-venda. Serão disponibilizados ingressos para todos os setores no show do Maracanã e nos shows do Morumbi. A Time For Fun também informa que a partir do dia 1º de novembro será colocado à venda o saldo de ingressos referente as cadeiras cativas do Morumbi, para os três shows de São Paulo.

Locais de Vendas:

Internet – www.ticketmaster.com.br - Serão aceitos todos os cartões de crédito. Sujeito a taxa de conveniência.
Call center - Serão aceitos todos os cartões de crédito. Sujeito a taxa de conveniência. (11) 4004-1007 (custo de uma ligação local para as cidades atendidas pela Embratel, demais localidades custo de uma ligação interurbana): aberto das 9h às 21h de segunda-feira à sábado. Pontos-de-venda - Serão aceitos todos os cartões de crédito e dinheiro. Sujeito a taxa de conveniência.
Rio de Janeiro - Rampa externa Via Parque Shopping (Avenida Ayrton Senna, 3000): aberto todos os dias das 12h às 20h;
Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502): aberto todos os dias das 9h30 às 18h. (AOS DOMINGOS ESTARÁ FECHADO)
São Paulo - Teatro Abril (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 411): aberto todos os dias das 12h às 20h; Al. dos Jamaris, 213: aberto todos os dias das 12h às 20h.
Bilheteria oficial - Serão aceitos todos os cartões de crédito e dinheiro.
Rio de Janeiro - Maracanãzinho (Rua Prof. Eurico Rabelo, s/n): aberto todos os dias das 10h às 18h.
São Paulo - Av. das Nações Unidas, 17.981, aberto todos os dias das 12h às 20h.

Os clientes dos cartões de crédito Bradesco e cartões American Express® Membership Cards, emitidos pelo Banco Bradesco ou Banco Bankpar S.A. poderão comprar os seus ingressos em duas vezes sem juros no cartão.

Será permitida a compra de no máximo 6 ingressos por CPF/Pessoa

Classificação Etária: 12 e 13 acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Maiores de 14 anos desacompanhados.

Debate dos candidatos à prefeito do Rio no JB

Os que votam no Rio podem acompanhar, em tempo real, o único debate entre os candidatos à prefeito da cidade realizado no primeiro turno, que acontece agora no Jornal do Brasil.

www.jb.com.br

A transmissão está limpinha. Depois, o vídeo poderá ser assistido no site.

23 de set. de 2008

Próxima parada: ônibus 174


Ai. Preguiça. A programação do Festival do Rio começa na sexta, dia 26, e só de pensar na fila da central de ingressos perco a paciência. Horas e horas escolhendo, combinando os horários, tudo anotado numa listinha para ouvir da mocinha do guichê: "acabou", ou " ainda não foi liberado pela alfândega".

É claro que acho maravilhoso ter um festival de cinema abrangente na minha cidade, com mil filmes que não entrarão em cartaz. Sou eu que não consigo encarar a maratona nem levá-la tão à sério. Um filme, porém, pretendo fazer todo esforço do mundo para ver: "Última parada, 174", de Bruno Barreto. Não se trata de querer saber como o cineasta, cujos filmes nem sou fã, contou a história do cara que seqüestrou o ônibus em frente ao Parque Lage e marcou pela tragédia da inoperância policial carioca diante de centenas de câmeras de televisão. Estou curiosa para ver Michel Gomes, ator que interpreta Sandro do Nascimento.


Conversei outro dia com o moleque e ele me pareceu muito maneiro. A frase, escrita assim, é referência à maneira como ele fala. Típico carioca suburbano, nascido e criado em Padre Miguel, Michel, de 19 anos, teve sua atuação elogiada por quem já viu o longa, indicação brasileira à Academia Americana de Cinema para concorrer à uma das cinco indicações ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Amparado pela preciosa ajuda dos irmãos Rogério e Ricardo Blat, feras no teatro, cinema e televisão, o garoto, que coleciona pequenos papéis e pontas em filmes e programas - sempre dentro do estereótipo "de comunidade" - está predestinado à se tornar a nova bola da vez. É aguardar e pagar - o ingresso - para ver.

21 de set. de 2008

Domingo é dia de campanha eleitoral

É incrível como o carioca é blasé em relação à política. A campanha na capital carioca, comparada a outras capitais brasileiras, está mais fria que pão de queijo em balcão de padaria. Nem nos subúrbios a coisa está realmente sendo debatida na rua. Os cabos eleitorais, contratados, é claro, só sabem dormir debaixo das placas. Nos municípios da região metropolitana, porém, os votos parecem estar realmente disputador.

Na Baixada Fluminense, onde Deus e a Justiça Eleitoral passam longe, a campanha está animadíssima. Não há um só poste sem galhardete; E todo mundo acorda cedo: às oito horas começa a passar o carro de som, e pelos autofalantes, jingles dos candidatos em todos os ritmos, do axé ao funk, passando pelo forró e pelo pagode, acordam o pobre do eleitor. Os candidatos à prefeito começam o corpo-a-corpo nas padarias de maior movimento, acomapnhados do candidato à vereador do bairro, ou da rua. Os comitês abrem as portas.

Depois do almoço é a ves das carreatas. Trinta, quarenta, até cinquenta carros, ônibus, trios elétricos, botam gente pelo ladrão. As moças que trabalham na campanha, de shortinho e camiseta baby look com a foto do candidato sentam na jabela, com o bumbum para fora. É mas fácil hastear a bandeira. Nas motocicletas, os cabos eleitorais dispensam o capacete. É que deve atrapalhar a hastear a bandeira. Sim, não há campanha sem bandeira!!!

O dia termina com a rua forrada de panfletos, com as mais variadas fotos, que ninguém lê. Acho que os candidatos não tem nenhuma noção de ecologia. Ainda faltam duas semanas para o primeiro turno.

15 de set. de 2008

Receita para quatro pães caseiros

Ter na dispensa:

4 saquinhos de fermento biológico em pó seco (40g)
1,5 copo de leite morno
1 colher de sopa de açúcar
150g margarina
sal, um punhadinho
6 ovos batidos
1kg de farinha de trigo dona benta
1 ovo batido para pincelar

Disposição para sovar a massa por pelo menos 20 minutos:

Por a farinha na tijela, colocar o fermento, misturar bem. leite morninho, açucar, sal, margarina, comece a misturar. é beeem nojento, grudento. abre um espação dentro, põe o ovo batido. mistura, mistura. a massa vira um chiclete. mexa com vontade, até o braço cansar! numa superfíce limpa e lisa, espalhe um pouco de farinha, ponha o bolo de massa lá e comece a sovar. precisa entrar ar na massa e ela precisa ficar macia. é mais ou menos como lavadeira batendo a roupa na pedra do tanque.
A massa vai ficar linda. Não sei quanto aos amigos leitores. Mas adoro massas caseiras. Esta tem de estar lisa, uniforme. Parta em quatro partes semi iguais. Em breve você terá quatro pães feitos por você mesmo. Não é bíblico isso!!! depois de tanto apanhar, a massa precisa descansar. vai, misteriosamente, dobrar de tamanho. Ah! tire uma bolinha de massa pequenina de um dos pedaços.
Num copinho dágua, mergulhe a bolinha. Quando ela boiar, o que leva uma meia hora, a massa terá crescido o suficiente. em seguida, acenda o forno pra pré-aquecer.
Eu recheei os pães com mussarela e presunto picadinhos, com orégano. é só abrir a massa com a ajuda de uma faca. ou se abre bem e espalha o recheio para depois emrolar, como um rocambole mais grosseiro, ou abre, recheia e faz como um sanduíche, fechando em cima. pincele com ovo. beeem espanhadinho, pra dourar e ajudar a grudar. o forno já estará quente o suficiente e você poe por os pães para assar. em meia hora está pronto, talvez um pouquinho mais.
o resultado é de dar orgulho.
bem, a receita eu meio que tirei do livro da ofélia, qualquer coisa sobre "cozinha maravilhosa". mas fiz várias adaptações. mania de quem está acostumado às alquimias da cozinha e a aproveitar o que tem na dispensa e na geladeira.
saboreiem. compartilhem.

13 de set. de 2008

Na sola dos meus pés


Estive em Olinda na semana passada. Impregnada pela preguiça que toma conta da gente naquele lugar, só transcrevo agora anotações do meu caderninho:

"Parece que as memórias das ladeiras da cidade-patrimônio ainda estão sob meus pés. Quando acho que estou perdida, reconheço nas lojinhas, esquinas, placas e calçadas o caminho de volta. Mas quem está interessado em se encontrar quando o melhor é se perder?"

2 de set. de 2008

Bairro das Laranjeiras


Há muito quero iniciar uma série de posts sobre o bairro de Laranjeiras, que satisfeito sorri na música de Nando Reis. Eu moro lá. Faço invariavelmente o mesmo trajeto todos os dias até o ponto de ônibus que pego para ir ao trabalho, praticamente no mesmo horário. Diversas coisas e pessoas me chamam muito a atenção, uma delas é uma moça sentada num banco de jardim num condomínio enorme, na esquina da Rua Prof. Estelita Lins.


Nunca a vi acompanhada de ninguém. Parece que ela está ali para tirar o mofo, tomar um pouco de sol da manhã e ar fresco. Não sei exatamente o que se passa com ela, mas ela tem um olhar triste, perdido. Não imagino o que gosta de observar. Não há um só dia que eu não olhe para ver se ela está lá, mas ela não percebe, eu acho. Talvez ela sofra de depressão, acumule amarguras, talvez tenha outros problemas psicológicos, ou talvez seja apenas uma pessoa séria. É como se eu precisasse vê-la ali para saber que as coisas no bairro estão no lugar.


Hoje, por acaso, quando passei ela não estava. Eu estava adiantada. Não tive aula de ioga, logo saí alguns minutos mais cedo. Mas parei em frente ao condomínio dela pois um esquilo, sem a menor cerimônia, brincava e comia frutinhas numa árvore baixa sem se assustar com o grupo que parava, diante da grade, para observá-lo. Era uma atração: temos a sorte de ter muitas famílias de miquinhos nas árvores do bairro, mas esquilos! Fiquei ali a observar o comportamento do animalzinho, quando a vi sair da portaria e vir caminhando até seu banco favorito.


Ela não notou o esquilo, e eu fui embora.

1 de set. de 2008

Vinte nove

Tenho 28, vou fazer 29 em breve, o que significa: quase 30. Mesmo.
A boa e velha desculpa que dissemos pra nós mesmos "sou jovem, tenho tempo". não cola mais.
Não. Não sou mais tão jovem assim.
Sinto-me cansada como quem carrega nos ombros - ou no lombo? - uma vida inteira. Olha que nem cheguei à metade do caminho. Este mês completo 15 anos de trabalho. Já fui balconista, secretária, assessora, repórter de rádio, revista, jornal, produtora de mil coisas...enfim. O início precoce não antecipará a aposentadoria. Sou fruto do emprego informal, como boa parte de minha geração. Sempre me preocupei mais com o trabalho do que com o emprego em si. Sinto-me burra por causa disso, mas no fim, é o que conta, e o que acrescenta alguma coisa.
Desde o início deste ano me sinto permanentemente doente, ou à beira de ficar doente. Imunidade baixíssima. Pareço uma velha. Corpo gasto. Castigado. Dores, um mal estar permanente, um certo enjôo que não me larga e me atrapalha escovar os dentes todos os dias de manhã.
O cansaço, entretanto, não é só físico. É mental. É um desânimo por querer que as coisas dêem certo, e muitas vezes não é o que acontece. A pressão interna e externa em cima dessa coisa de dar certo na vida é muuuito chato. A cada dia que passa acho que preciso mais de um analista para me ajudar a exorcizar fantasmas, entender e sublimar neuras, a me perdoar mais. Ou menos.
Sinto-me velha diante de um mundo que pouco me surpreende. A juventude não abandona, aos poucos, só o corpo. Parece que meu tempo já passou, que perdi o bonde pois não tenho mais 20 anos, embora também tenha saudades de coisas que não vivi.
Minhas dores emocionais estão sendo jogadas, mês a mês, num buraco qualquer da alma, onde me incomodam pouco depois de uma semana martelando. Nesta seara o analista certamente me receitaria dois tarja-pretas por dia. Diferentes, um pra relaxar, outro pra ficar ligada.
Deus, o que fiz de mim...devia me cuidar mais.

24 de ago. de 2008

Alguma coisa acontece no meu coração...


A música de Caetano Veloso, que data da época em que o cantor descobriu o mundo enorme que é a capital paulista, precisa ser atualizada. Alguma coisa acontece no meu coração quando vou a São Paulo. Taquicardia. Palpitações. Tudo por que falta ar. Não tenho ido à cidade com a mesma freqüência de outros anos, mas é impossível não perceber como a qualidade do ar e da vida urbana caiu. Sempre vejo no noticiário, ou ouço no rádio, sobre os recordes no engarrafamento paulistano, cento e tantos quilômetros de lentidão, mas comprovar in loco que um trecho de 20, 25 quilômetros demora pelo menos uma hora e meia para ser percorrido foi demais para mim.

Passei dois dias em Sampa a trabalho e fiquei muito mais cansada do que ficaria executando as mesmas tarefas no Rio. A qualidade do ar estava péssima, a umidade relativa do ar baixíssima e todo e qualquer deslocamento demorava o dobro ou o triplo do tempo que usualmente seria necessário em outro lugar, levando em conta o trajeto percorrido. Não sei como as pessoas vivem diariamente expostas a estas condições. O mal estar é inevitável. Há corredores exclusivos para ônibus mas não há coletivos suficientes para tanta gente. Em muitos bairros andar nas calçadas é disputar espaço a tapas com outros pedrestres. A população de rua é muito numerosa, o medo de assaltos está estampado na cara das pessoas.

Aproveitei para conversar com uma amiga que mudou para lá há dois meses. Está muito desanimada em ter de tomar quatro ônibus por dia e gastar três horas para ir e voltar do trabalho. Ela diz: "e olha que não moro longe!". Já estive na capital paulista não me lembro quantas vezes. Não estou falando de violência urbana, mas devo dizer que nunca me senti tão ameaçada por aquela cidade, que parece, a cada esquina, que vai nos engolir.

19 de ago. de 2008

Zíbia Gaspareto e o direito autoral

Amigos

Nós, que somos muito ligados aos assuntos culturais do país, temos de entrar em um certo debate: No caso dos livros psicografados, que vendem milhões de exemplares, quem recebe os direitos autorais?
Zíbia Gaspareto e outras pessoas de sua família, assim como dúzias de pseudo-autores, ganham rios de dinheiro vendendo livros, escritos, como divulgam, não por eles, mas por espíritos de pessoas que já morreram. Ou seja, são apenas a pena, ou o teclado. Não são autores.

O que acham?

Alguém tem alguma informação sobre?

E mais, seria o livro psicografado pirataria?

14 de ago. de 2008

Chega de saudade

"João Gilberto: show esgotado em 1h", ô manchete infeliz.


A fila para comprar entradas para o único show que João Gilberto faz no Rio, dia 24, começou a se formar de madrugada, por volta das 4h de hoje, quinta-feira, na bilheteria do Teatro Municipal. A aglomeração dava a volta pela Avenida 13 de Maio quando o dia finalmente amanheceu. É, meus caros, o fim de noite foi longo...

A bilheteria abriu às 10h e os primeiros da fila ficaram decepcionados: apesar de caros, quase não havia mais ingressos para platéia, balcão nobre e camarotes, os melhores da casa. Apenas cerca de 60% dos 2.350 lugares foram postos à disposição dos fãs. O restante, 40%, está sendo distribuído a convidados do patrocinador, do artista, da produção, da assessoria de imprensa...enfim.

No guichê, as vendas foram encerradas às 13h15. Quem optou por comprar pela internet e pelo telefone teve menos tempo ainda: apenas uma hora. Às 11h, o endereço eletrônico que dava acesso à página relativa ao show no site de venda de ingressos Ticketronics foi retirado do ar.

Acho tudo isso uma falta de respeito, mas o João é assim, um cara difícil, e a entourage se escora nisso. Mesmo assim, motivada pela oportunidade histórica de ver o mito da Bossa-Nova, o cara que eternizou uma das músicas que mais me tocaram, Chega de saudade, resolvi desembolsar uma grana que eu não tenho e me preparar para comprar as tais entradas.

Acordei, depois de quase não dormir, às 4h. Enrolei um pouco e fui pro chuveiro 4h20. Bem, sem detalhes. Cheguei às 5h na fila e uma galera tava se organizando pra evitar cambistas e furadores de fila, amigos dos amigos que vão chegar daqui a pouco, etc etc. Eu era a 47ª. Deus.

Aos poucos conhecidos, amigos e figurinhas repetidas iam chegando e aumentando o tamanho da fila. Acompanhada de um amigo, Rodrigo de Almeida - ilustre cearense com quem eu, alías, deveria beber mais vezes - abri a primeira cerveja às 6h30. Ok, parece cedo, mas era muito programa de índio ficar ali, sentado no chão, em umas folhas de jornal cedidas por uma menina simpática.

Quando dia finalmente raiou, trouxe consigo a confusão. Era gente saindo da fila, sendo substituído por outrem, e esse trazia mais um e garantia que ele não ia comprar. O povo chiou, queria manter a ordem e o direito de quem madrugou e de quem não madrugou mas nutria esperanças de conseguir uma entrada.

A maior parte das pessoas tinha entre 20 e 35 anos. Imaginava-se que uma parcela mais grisalha ocuparia boa parte da linha de gente enfileirada na porta do Municipal, mas não. João ainda desperta um grande fascínio nos mais jovens, gente que, como eu, sabe que esta será a única oportunidade de vê-lo, no banquinho, tocar seu violão.

Apesar do perrengue grau 8, me diverti horrores na fila, coloquei o papo em dia, comi pão de queijo. Tinha levado um livro para ler mas sequer o abri. Meu amigo me convenceu que miséria pouca é bobagem. Então, em vez de pagar 120 pratas pelo ingresso de balcão simples, estava decidida a pagar, sem pena, 350 por um de platéia.

Aí veio a aflição. A decepção. A frustração e a raiva de estar ali havia 5h e saber, pelos primeiros que saíram da bilheteria, fagueiros com seus pares de ingressos na mão, que não havia entradas para platéia. Nem camarotes. Nem balcão nobre. Ou seja. teria de me contentar com balcão simples. Looonge a beça pra ouvir os sussurros de João. Mais tarde acabei sabendo que apenas 1400 ingressos dos 2.350 lugares foram colocados à venda. Fiquei com vontade de enviar um email esculhambando os organizadores e o patrocinador. Mas desisti. Melhor evitar o estresse pois tenho de aproveitar esse show desde agora.
O amigo que me acompanhava na fila disse que sou mesmo sortuda. Na hora em que estava começando a pagar pelo par de ingressos balcão simples láááá atráás, a mocinha inmformou: "senhora, apareceu um par na platéia. vai querer? 700 reais?" eu confirmei automaticamente. E saí feliz, por fim. Ao chegar no trabalho, muita gente criticou, dizendo que não valia todo o esforço nem o dinheiro. Mas sabem, não tô nem aí. Chega de saudade.

30 de jul. de 2008

Minha flor - agora eu entendo o pequeno príncipe...


Não se trata de uma rosa numa redoma de vidro amada e cuidada por um pequeno príncipe, como no livro de Saint-Exupèry. Era uma orquídea branca.


Cuidei dela por tanto tempo e agora meu coração tá doendo pois não sei ela vai sobreviver.

Ela chegou, floriu e perfumou a casa. Presente de uma pessoa importante, figurão. bem. isso não importa. Pela primeira vez eu teria um outro ser vivo sob minha inteira responsabilidade. Foi um exercício de dedicação. Eu jamias havia me dedicado a qualquer outra planta. Quando as flores começaram a murchar - eu sabia que isso um dia aconteceria - depois de dois meses, eu achava que ela não resistiria ao verão.

Pocurei ler tudo sobre este tipo de flor ornamental. As informações consultadas na internet e com amigos, ou colhidas em revistas, eram todas desencontradas. Deixar dentro de casa ou fora, à mercê do tempo? Regar uma vez por semana, duas três? Adubar? Fui seguindo meu instinto.
As flores caíram, o galho e as folhas foram perdendo a cor, ficaram amarelecidos. Sofreram um implacável ataque de fungos. Eu tinha certeza que aquele caule frágil, ressequido pelo clima, não me daria outras flores. Cuidava por desencargo de coinciência, achava desumano, ou seria desvegetano, simplesmente jogar o vaso no lixo.

Insisti nos cuidados, regava, deixei na varanda. se as orquídeas vivem nas árvores das ruas...não deu outra. Aos poucos a doença que deixou as folhas completamente manchadas, podres, foi cedendo. Cortei as partes mortas. Reguei e reguei. Ficou só um galho e uma raiz meio tímida. Por meses estive presente, ao lado dela, ali, espreitando aquele ser meio doente, torcendo, embora não achasse que ele lutava pra viver. A planta não esboçava reação aos meus cuidados. Parecia sucumbir...mas, para minha alegria, aos poucos a vida verde foi voltando...as folhas cresceram - lentamente, é verdade, - e o caule até me parecia mais grossinho. Comemorei quando notei os primeiros sinais dos brotos. Os brotos!!! Eles foram se assanhando, e eu não tinha mais dúvidas: teria uma nova florada!!! há um mês elas começaram a brotar, já eram quase quatro flores, branquinhas na frente e rosadas atrás.

Mas a gata, ah, esse ser..., a gata simplesmente, num ato de pura desconsideração com a minha flor, como se ela não fosse doce e frágil, como se não tivesse qualquer importância, tombou o vaso. O caule se dobrou. Acho que está irremediavelmente quebrado, embora não tenha se partido em dois. Fiz um curativo vegetal improvisado: amarrei o caule com um arame desses de pacote de pão de forma. Meu coração está apertado e mais uma vez me pergunto se a orquídea, que eu aprendi a amar e a quem dispensei tantos cuidados, esperança e energias positivas, vai sobreviver.

Estou triste.

Juca tanto fez que está lá, é ministro

Não me cabe aqui fazer milhares de críticas, boas ou ruins, à atuação do cantor e compositor Gilberto Gil como ministro da Cultura. Não pararia de escrever nunca. Aliás, os comentários podem trazer a percepção de vocês sobre o reinado dele.
A novidade - velha - é que ele vai sair. Já havia anunciado dúzias de vezes, só faltava dizer em que data apagaria a luz. Por seu elogiado e aguerrido trabalho à frente da Funarte, Antônio Grassi havia sido apontado, há um ou dois anos, pelas classes política e artística, como nome adequado para substituir o ministro, que desde que chegou fala na finitude de seu cargo. O tapete de Grassi, tanto na funarte como no governo foi puxado por uma pessoa, Juca Ferreira, que agora será...o ministro. No lugar de Grassi entrou o inoperante Frateschi, que há um ano ou mais ninguém sabe a que veio. Ser ministro é tudo o que Juca sempre quis. Sempre pôs palavras na boca do ministro Gil. É daquela turma cuja alcunha "ex-militante estudantil exilado"pesa como um sobrenome real.
A maior bandeira de Juca é a mudança da Lei Rouanet. Alega que ela está engessada mas ninguém entende qual é a real proposta. Sei lá viu. Estas coisas me desencantam. Isso não me cheira bem.
Aberto o debate sobre a política cultural brasileira dos últimos cinco anos e os dois que vêm por aí...

24 de jul. de 2008

brincadeira com vinicius

A vida e Vinicius de Moraes foi um emaranhado de histórias que se conectam, se desmentem e se estranham. Personagens entram e saem, tronam-se protagonistas e logo depois se transformam em obscuras figurantes, num ritmo frenético. Mulheres se esbarram e disputam o mesmo coração. (...). Há um homem, chamado Vinicius de Moraes, que não consegue viver sem um grande amor.

trecho do prefácio de José Castello para sua biografia do poetinha, que começo a ler. presente de uma pessoa muito querida. vinicius meteu o pé na porta da minha vida este mês. curioso. dei um livro que eu queria ter a uma amiga, gardênia. depois ganhei o mesmo livro. tem um abismo entre a poesia e eu. este livro reunia artigos de vinicius. nao poemas. mas hoje, três relançamentos de dois dos primeiros livros do poeta me chegaram às mãos, e uma recente antologia poética, que não é a compilada pelo letrista, mas por dois poetas contemporâneos.
acho que vinicius quer me dizer alguma coisa. vou tentar passar pela rua montenegro esses dias e tomar um chopp no veloso para ver se o encontro.

12 de jul. de 2008

Qual é a sua rotina?

Adoro assistir a comerciais de TV. Confesso. Diante de tantos assuntos importantes discutidos aqui, fico até um pouco assim assim de trazer este sopro de leveza. Uma empresa brasileira de cosméticos acaba de pôr no ar um novo filme publicitário e a trilha sonora é um lindo poema. lembra muito Arnaldo Antunes. Muito. Mas não me dei ao trabalho de apurar se é mesmo dele. Arnaldo Antunes é a minha trilha sonora. Com seu cdaracterístico jogo de palavras me emociona profundamente. Claudia Lamedo lembrou de um jingle de um famoso comercial de fast food posts abaixo. Diz aí que um jingle desses não é muito mais interessante? Um pouco de poesia publicitária para o dia de vocês:

A idéia da rotina é o papel
O céu é a rotina do edifícil
O início é a rotina do final
A escolha da rotina é o gosto
A rotina do espelho é o oposto

A rotina do joranl é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock

O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele, é o arrepio.
A rotina do perfume é a lembrança.O pé é a rotina da dança.Julieta é a rotina do queijo.A rotina da boca, é o desejo.
A rotina do caminho é a direção.A rotina do destino é a certeza.Toda rotina tem sua beleza.

1 de jul. de 2008

Presença Felina

Epílogo:
"O gato é uma maquininha que a natureza inventou; tem pêlo, bigode, unhas e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente desses que tem nos bonecos porque o motor do gato não é um motor elétrico.
É um motor afetivo que bate em seu coração por isso faz ronron para mostrar gratidão.
No passado se dizia que esse ronron tão doce era causa de alergia pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito, calúnias contra o bichinho: esse ronron em seu peito não é doença - é carinho." (Ferreira Gullar, de "Um gato chamado Gatinho")

Convivo com dois gatos há quase dois meses. Tenho uma certa resistência a bichos de uma forma geral, talvez por que queria me eximir da responsabilidade de cuidar deles. Principalmente, não estou preparada para amá-los. Reijeitar a idéia de gostar do gato é pedir para que o gato se apaixone completamente por você e passe a seguir seus passos e a demonstrar uma devoção incondicional. Estou, por mais absurdo que isso possa parecer, achando o gato igual ao cachorro. Daqueles bem grudentos, que adoram brincar. Ora, sempre me disseram que gato é blasé, que ignora solenemente quem os cria com tanto amor!
Os dois gatos vira-latas, Kiki, pretinha, e Moqueca, um siamês mestiço, foram adotados na veterinária da minha rua, e apareceram de repente. Nunca dei muita bola, mas os dias foram passando e eu comecei a criar um código de relacionamento com eles. Os bichanos fazem de tudo para chamar a minha atenção. Acabei não resistindo. Eles me fitam com os olhos, me pedem permissão para explorar o mundo novo que o quarto de portas fechadas o dia todo, e ficam imensamente felizes quando conseguem o que querem.
São bichos engraçados os gatos. Elegantes, demonstram maturidade e independência sempre que podem. Em outros momentos, são como bebês, fazem manha, pedem carinho, querem colo. Continuar este texto está difícil por que a gata não sai de cima de mim. Tem ciúmes da atenção que eu dou para a máquina. Como resistir ao charme de seus olhos amarelos?
O outro é mais distante. Mas adora estar perto, para se sentir protegido. Aperta os olhinhos e afunda a carinha no meu travesseiro, mesmo sem permissão.
No último fimde semana aproveitaram o convite e ficaram comigo na cama horas e horas. Como alguém pode se sentir só desta maneira?

19 de jun. de 2008

Promiscuidade machadiana

Esta surgiu em conversa com uma figura mitológica do jornalismo literário do Rio de Janeiro sobre o bruxo do Cosme Velho:
"O negócio de Machado de Assis era comer a mulher do José de Alencar. Tanto que há a suspeita de que Mario de Alencar seria filho dele. Mario nasceu epilético, e quem tinha epilepsia? Machado. Está tudo lá, nos diários secretos do Humberto de Campos. E a Carolina só conseguiu casar com o Machado porque já veio furada de Portugal!".