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9 de out. de 2008

Utilidade pública

Eles estão aí pra te PEGAR!
A invasão de zumbis deve ser uma das principais preocupações das grandes metrópoles atualmente. Não se pode dizer que estamos preparados para um acontecimento desses; a morte (e conseqüente zumbificação) de grande parte da população pode ser dada como certa. Felizmente, um pessoal aí (com quem estou fazendo uma entrevista, aguardem informações posteriores) já divulgou na internet um vídeo (em ingreis) do que fazer. Pra estimular o aprendizado, o vídeo é interativo: assim você já sabe que, se tomar a decisão errada, pode morrer -- ou ter seu célebro devorado.

18 de ago. de 2008

Comparando...

- Nas redações tem sempre um repórter que fica na escuta do rádio da polícia.

- Ah, professora, então é que nem o fogueteiro do morro.

13 de jun. de 2008

UFRJ participa de rali tecnológico na Holanda

Entre os dias 21 e 28 de junho, uma equipe de estudantes, profissionais e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, das áreas de Engenharia Naval, Engenharia Elétrica e Desenho Industrial, participará da Frisian Solar Challenge, na província de Leeuwarden, na Holanda. O rali de barcos – projetados e construídos pelos próprios competidores – envolve outros 48 times, todos europeus.

Entre os concorrentes estão as equipes do Instituto Europeu de Energia Solar e da Agência Espacial Européia. Nas 10 etapas de provas da Frisian, o desafio nem sempre se refere ao desempenho e velocidade das embarcações, mas também consiste em administrar o sistema de energia composto por painéis solares e uma bateria de 1kilowatt de potência, a qual não poderá ser recarregada depois da largada. 

A competição, além do caráter tecnológico, é também uma oportunidade para divulgar e popularizar fontes alternativas de energia para embarcações, que costumam utilizar motores de combustão. O cuidado com o meio-ambiente é relembrado mesmo nas regras do rali: é proibido transportar, nos barcos, quaisquer materiais poluentes.

Nas três categorias, A, B e C (Open) haverá primeiro, segundo e terceiro prêmio, além de um prêmio de inovação, que levará em conta aspectos como durabilidade, engenhosidade e originalidade do projeto. A equipe mais azarada do rali também receberá um prêmio. De consolação.

A embarcação, batizada de Copacabana, concorrerá na classe A. Será tripulada apenas por um piloto, mede 6 metros de comprimento e pesa 170 quilos. Os materiais utilizados em sua construção foram espuma de PVC e fibra de vidro. Os participantes receberão da organização os painéis solares da Sharp, uma das patrocinadoras do evento. Serão cinco painéis para as embarcações da classe A e seis para as classes B e C.

O Copacabana foi projetado e construído no Pólo Náutico da UFRJ, o qual funciona como laboratório de engenharia para alunos de graduação e pós, além de centralizar projetos para o desenvolvimento da indústria náutica brasileira. Entre dezenas de projetos do Pólo constam cursos técnicos de qualificação em construção naval, projetos de restauração de embarcações, desenvolvimento de tecnologia para uso de diferentes materiais e projetos para o Estado - como barcos de patrulha costeira, salvamento e resgate e fiscalização de reservas ambientais.

A construção do Copacabana envolveu também outros laboratórios da UFRJ: o Laboratório de Mecânica da Turbulência (Mecturb – Departamento de Engenharia Mecânica) , Laboratório de Concepção e Análise do Design (LabCad - Desenho Industrial – Escola de Belas Artes), Laboratório de Fontes Alternativas de Energia – Lafae – Departamento de Engenharia Elétrica), Laboratório do Programa de Planejamento Energético – PPE – Coppe e o Pólo Náutico.

Patrocinaram o projeto a MPX, a Pró-Reitoria de Planejamento de Desenvolvimento da UFRJ, a Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da UFRJ (Cepel).

Confira detalhes do projeto do Copacabana no blog da equipe: http://ufrjfsc2008.blogspot.com/

Assista ao vídeo da construção do Copacabana: http://www.youtube.com/watch?v=yrBo5jktgy0

Para saber mais sobre a Frisian, acesse: http://www.frisiansolarchallenge.nl

Sobre o Pólo Náutico da UFRJ: http://www.ufrjmar.ufrj.br/laboratorio.asp?id=16

Sobre projetos para o desenvolvimento da indústria e cultura náutica no Brasil: http://www.ufrjmar.ufrj.br/projetos.asp

8 de mai. de 2008

Game do Padre Voador

Pessoal, trago pra vocês o link do blog Labcult, que tem uma postagem muito interessante do Luiz Adolfo de Andrade sobre "Newsgames", um novo tipo de jornalismo que trabalha notícias que circularam na mídia através de jogos eletrônicos, segundo o autor, como uma tentativa de atrair e envolver os jovens em discussões.
Ele cita dois exemplos. Um jogo sobre o Padre Carli, aquele que desapareceu voando com balões de festa, e outro sobre a guerra do Iraque, criado pelo exército estadunidense. Quem quiser ir direto ao game do Padre Voador, é só clicar aqui. Mas vale a pena ler a postagem do Luiz Adolfo, pois ele discute o papel dos games na sociedade hoje.
Será que a moda vai pegar?

24 de abr. de 2008

As belas leis insuficientes


O Brasil é realmente o país das leis mais bonitas do mundo. Nossos códigos ambientais e do consumidor estão entre os mais modernos do planeta. Temos outras leis maravilhosas, de fazer inveja a muito país dito desenvolvido. A papelada judiciária, porém, não tem qualquer efeito de fato. As razões são variadas, mas convergem para quatro pilares fundamentais: falta de educação, fiscalização ineficiente, corrupção institucionalizada e impunidade recorrente. 

Outras servem apenas para tirar o sofá da casa, lembrando daquela piadinha em que o português pega a mulher com o amante no sofá da sala e em vez de expulsar a mulher, joga fora o móvel. Isso ocorreu quando assassinaram uma professora em um posto de combustível na Tijuca durante um assalto a um caixa eletrônico instalado dentro da loja de conveniência. O nosso prefeito bobalhão e blogueiro, na época, baixou uma norma para proibir caixas eletrônicos em postos como se isso fosse resolver o problema da violência.

Agora, a Medida Provisória 415/2008 (mais uma no país das MPs) proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais. Ou seja, mais uma vez se podam os galhos da questão enquanto a raiz continua podre. Não há estudos concretos, mas estima-se que quase 50% dos acidentes graves de trânsito no país sejam provocados pelo excesso de álcool. Isso em um país onde 35 mil pessoas morrem por ano vítimas do trânsito em números que desprezam as mortes ocorridas fora do local do acidente – ou seja, se o sujeito faleceu no hospital ou a caminho dele, não conta.

Pois bem, o motorista agora não pode mais comprar bebida na beira da estrada. Mas quem vai proibir colocar um isopor no seu carro com diversas latas de cerveja? Ou de malocar aquela garrafa de Johnny Walker embaixo do banco? Ou simplesmente de encher a cara e pegar o carro para viajar? O que faz mudar este comportamento é a consciência e a educação. Se punição e proibição resolvessem alguma coisa, esse país seria a oitava maravilha do mundo. Há diversos radares espalhados na cidade, multando aos borbotões e enchendo os cofres da prefeitura e nem por isso o número de acidentes diminuiu.

É a mesma coisa com o cigarro. Transformaram os tabagistas em vilões da saúde depois de encherem os nossos ouvidos e olhos com propagandas sobre o cigarro com a imagem do fumante como um poderoso. Pois bem, agora não se pode fumar em aeroporto, shopping, restaurante, nem no inferno. O consumo de cigarro por acaso diminuiu? Eu mesmo jamais deixei de fumar. Onze horas de viagem em um avião, antes mesmo de pegar as malas eu ia para fora do aeroporto onde fazia 20 graus negativos para acender meu cigarro. Conheço muito pouca gente que parou de fumar por conta dessas restrições. Eu mesmo parei pela consciência de que a nicotina me faz mal e não porque não podia fumar no restaurante.

Vou recorrer a um lugar-comum, me perdoem, mas a educação é a base de tudo, inclusive de um trânsito mais seguro e menos violento. É conscientizar os atuais e os futuros motoristas dos riscos da combinação álcool-direção e de outras imprudências. Curiosamente, a educação no trânsito é uma lei que não é respeitada nem pelos próprios governos. O Código Brasileiro de Trânsito prevê uma disciplina destas como obrigatória no currículo da educação fundamental. Não conheço uma escola pública sequer no Rio que lecione tal matéria. 

E o Estado, além de não aplicar o que promulga, também não fiscaliza o que já existe. É difícil acreditar que a Polícia Rodoviária Federal vai conseguir fiscalizar estabelecimentos em 61 mil km de rodovias federais. E sempre tem aquele comerciante espertalhão que vai esconder umas cervejinhas e umas pingas no canto do balcão e oferecer para os clientes “vips”. Não há como controlar isso. Um motorista ciente de como o álcool afeta os reflexos, pode ser mais eficaz ao recusar bebida quando estiver dirigindo.

Isso sem contar a famosa molhadinha na mão do guarda que tanto condenamos, mas cuja maioria não hesita duas vezes em praticar para livrar a cara. A corrupção tão usual contribui ainda mais para esse quadro assustador. Aliado à sensação de impunidade, a situação piora. Hoje, um louco pode atropelar e matar seis pessoas em um ponto de ônibus, desembolsar 100 pratas de fiança e ir para casa assistir TV. Fora os casos famosos de jogadores de futebol que mataram e feriram pessoas por estarem dirigindo de forma imprudente e continuam soltos por aí.

Estou muito longe de ser exemplo para alguém. Muito menos o senhor da razão. Adoro beber meu uisquinho e minha cervejinha. Quando estou dirigindo, acabo me regrando – e me punindo, pois acho que não deveria nem ter bebido aquilo tudo. Muitas vezes já deixei o carro onde estava e fui de ônibus para casa por ter bebido além da conta. Fora as vezes que terminei uma noitada e fui dormir dentro do próprio carro estacionado para acordar em melhores condições. O trânsito é uma verdadeira guerra – aliás, mata mais que muitas guerras. E não é uma lei que proíbe venda de bebida na estrada que vai resolver. Sem querer ser planfetário, mas como tudo nesse país, no trânsito a educação também tem de ser prioridade.

10 de abr. de 2008

Plutão na segunda divisão


Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e... Pois é, desfalcaram o Sistema Solar que aprendemos na escola. Plutão deixou de fazer parte da lista em 2006, depois que cientistas mal humorados descobriram ali perto outros corpos celestes de tamanho comparável ao dele e um outro, maior ainda, que ocupou seu posto e ganhou o nome de Éris.

Pior que isso, Plutão passou a ser chamado de planeta-anão. E foi incluído na categoria de objetos “trans-netunianos”. Ou seja: foi rebaixado. Está na segunda divisão do Sistema Solar. Fiquei me perguntando: será que os livros escolares de Ciências já introduziram a novidade? Porque eu não consigo imaginar a criançada decorando a ordem dos planetas, a partir do Sol, sem Plutão.

Porque ele pode até ser pequeno mas, caramba, faz a maior diferença. Sempre teve um quê de misterioso, uma coisa meio nebulosa e sedutora. O planeta mais distante do Sol excita a imaginação da gente. Será que é muito frio lá? Que cor será que ele tem? Como seria um ser plutoniano?

Confesso minha ignorância em assuntos de mitologia mas, diante de tamanha tristeza com o rebaixamento do astro, resolvi então pesquisar. Plutão era o nome de Hades, deus grego do submundo. Quando os três filhos de Cibele e Saturno fizeram a partilha do universo, Netuno ficou com os mares, Júpiter tomou posse do Olimpo e para Plutão sobraram os Infernos.

Donde se conclui que, mais do que nunca, o nome do planeta veio a calhar. Detalhe: o planeta-anão Éris, que derrubou Plutão, é homônimo da deusa grega da discórdia. Agora tudo faz sentido...