30 de jul de 2008

O meu Francisco

Para quem ainda não sabe, está na hora de divulgar: além do Caroço, escrevo também para o blog "Mães em rede", do Globo on line. Hoje, ainda sob o efeito da ultrasonografia que fiz na semana passada, publiquei um post sobre a surpresa de descobrir que serei mãe de um menino (o texto está reproduzido aí embaixo). Francisco vem aí!

O desafio de ter um menino

Primeiro, veio a emoção. Depois, confesso, o susto: eu vou ser mãe de um menino. Francisco se impôs a todas as certezas: a minha, de toda uma vida, de que seria mãe de menina (já tinha escolhido vários nomes ao longo dos anos: Marina, Sofia, Maria, Clara, Maria Clara...); a de amigas, da avó materna, da Carminha (a minha sobrinha de quase 3 anos que é minha inspiração diária), de conhecidos e até de quem nunca tinha me visto, mas me garantia que a barriga era de mulher. Há uma semana, não penso em outra coisa, a não ser em como devo fazer para aprender a criar um filho homem.
Quem me conhece sabe o quanto tenho, digamos, talento para faixinhas de cabelo, meias coloridas, roupas rosas, bonecas, brincadeiras de casinha e de princesa. Com três sobrinhos homens, até arrisco uns chutes, converso sobre Fórmula-1, sei o que é impedimento no futebol, mas... me bateu um medo danado de não saber brincar com meu filho. Ontem, levei o assunto à psicóloga, que, com uma frase, me ajudou bastante: nós temos é que aprender a ser mãe. A partir daí, chegamos juntas à conclusão que não importa se é homem ou mulher, precisamos entender quais as suas necessidades, conhecer seu temperamento, identificar suas peculiaridades e fazer tudo para tocar conforme a música. Enfim, a batalha é árdua, porém gratificante, independentemente do sexo.
Sobre ter menino, já ouvi muita coisa: "Os meninos te seduzem a vida inteira". "O menino sempre vai te achar a mãe mais bonita do mundo". "Você vai ser o maior amor da vida dele". É claro que estou feliz (chorei quando vi o piruzinho na ultra), ainda mais compartilhando a alegria com meu marido, que, desde o início, fazia cara de desconfiado quando, depois de medirem meu bumbum e meus quadris e avaliarem o formato da barriga, vaticinavam: "É mulher". Já até andei sonhando com batmans, super-homens e powers rangers (em algum momento da vida, os meninos ficam fascinados por esses personagens) e estou ansiosíssima para encarar o desafio.
Francisco já ganhou a primeira bola (do Botafogo), já tem lembrancinhas (do Botafogo) para serem entregues às visitas, já tem uniforme baby (do Botafogo), mamadeiras, chupetas e outros apetrechos (do Botafogo), já tem candidato a melhor amigo (o filho da amiga Débora, que será 3 meses mais velho e deverá ser flamenguista - eles que se entendam depois) e uma mãe (vascaína) que já está começando a se acostumar com a idéia de freqüentar o Engenhão (para as meninas que não acompanham o futebol, é o estádio do Botafogo).

7 comentários:

Gardênia Vargas disse...

Esse moleque vai ser dos meus: FOGOOOOOOO!!!!! Risos.

Clau Clau, lindo post. linda sua fragilidade e sua impotência diante a vida. É assim, temos que ser fortes e saber que o que vale é ser mãe e mulher. O resto vem junto, não tenha dúvidas!

Acabei de encontra Antonio, meu sobrinho de cinco anos. Coisa mais linda, se pendura na tia e com a bola faz brincadeiras agressivas. É um moleque, ora bolas, queria o que, ele me fazendo carinho... Lembre do Antonio, da Lili, me atirando geleca e rindo. ahahahahaha. Delícia!

Meu sobrinho está eufórico por que nasceu Manuela, menina doce e risonha... coisa linda de neném. Com quatro meses e sorriso desdentado está conquistando a todos e Antonio fica pulando igual aquela bola que quica sem parar. Não quer perder a atenção que era só dele.

Mas é moleque, bate, pula, chuta e quer fazer a brincadeira de bola de canhão... risos. Ai amiga, você vai ser muito feliz com o Francisco sempre por perto. Meninos são mais ligados a mãe, você vai ver. Sei qeu vão criar ele muito bem e ele será o mais cobiçado do pedaço. Irão dizer "Esse sim é um bom partido" :o)

Muito amor!

Olívia Bandeira de Melo disse...

Sempre pensei que seria mãe de menino. E sou. Como todos sabem, não gosto de brincar de boneca, não sei pentear o cabelo, e comecei a fazer a unha (eu própria) há cerca de seis meses, de tanto observar as mulheres da minha família se pintando. Eu mesma, quando criança, era uma menina que brincava de carrinho, bola e subia em árvore.

No entanto, quando me tornei mãe, as preocupações e ansiedades nada tinham a ver com a bola ou a boneca, com o vestido ou o carrinho. Até porque a personalidade e as escolhas das crianças são enigmas. Não adianta querer impor a capoeira, pois a criança quer o futebol. Não adianta comprar a roupa azul pro menino, pois ele quer a vermelha. Não adianta enfeitar a menina dos pés a cabeça, pois ela se despenteia e se pendura de cabeça pra baixo até ficar escondida sob saia do vestido.

Questionamentos de outra ordem me vieram (e vêm) à cabeça: em que mundo estamos e estaremos vivendo? Como dosar compreensão e autoridade? Como conseguir dormir quando o filho está fora de casa? Como criar um ser humano feliz, justo, solidário?
Será que estamos fazendo a coisa certa?

Clauclau, tenho certeza que você será uma ótima mãe, de menino ou de menina, com lacinho ou sem lacinho. Irá adorar o Maracanã se o Francisco puxar o pai, e vai rir da decepção do pai se o menino preferir a capoeira. E os dois vão se desmanchar toda vez que o filhote der uma boa, deliciosa gargalhada.

leoc. disse...

mais uma caroço-mother. parabéns, clau. a próxima acho que vai ser a andressa, hehehe

Luciana Gondim disse...

O nosso Francisco. Para mim, eterno Aracy. Amo vocês.

A digestora metanóica disse...

Sempre detestei a idéia de ser mãe de menina, já até escrevi sobre isso. Nem em nome de mulher eu me dava o trabalho de pensar. Hoje, me parece bacana criar uma filhota.

Pois é, muito provavelmente o moleque vai ser time da Garden, que é o do paizão. Melhor que ser vascaíno.

Infelizmente não poderei ter o prazer de ser a primeira a levá-lo ao Maraca, como fiz com meu flamenguista Antonio. hehehe

Beijos

Monique Cardoso disse...

eu quero ter uma filhaaaa. não sei ser mãe de menino, apesar de ter brincado demais na rua de terra quando era pequena, carrinho bola e etc. mas brincava tanto, tanto, tinha tanta liberdade, que dava tempo de brincar de tudo. de barbie e de pipa. hoje, olhando o céu à beira da red line, vim conversando com o motorista do jornal sobre os tempos em que eu fazia pipa com meus primos, vizinhos e tios. adorava.

Cláudia Lamego disse...

Lili, é claro que eu penso nisso e espero mesmo criar um menino que seja justo, respeite as pessoas, se alimente bem, seja apaixonado pela mamãe (ahahah), adore conviver com os tios-Caroços, seja muito amigo do Antônio (apesar da diferença de idade), etc. É muita coisa ao mesmo tempo.

Leo, a próxima será a Lu, que já está planejando a encomenda...

Nique, também brinquei muito em ruas de terra. Mas de fazer bolinhos com flores em cima. Também jogava bandeirinha (lembra disso?) ou queimado, no máximo. Mas só com meninas.

Beijos a todos.