9 de mai de 2008

Sá-sá-salvador

>> O bambuzal que recebe quem deixa o aeroporto rumo à “cidade” – aquilo é uma viaaaagem! – faz lembrar a voz de Glória Bomfim cantando Paulo César Pinheiro: “Já me disse Mãe Stella / Se tu quer que ela pegue amor por tu / Tu enterra o nome dela / Amarrado no oco do bambu...”

>> Ainda nos afro-assuntos, o Dique do Tororó é outro senhor cartão (postal) de visitas pra quem chega: as imagens dos orixás sobre o espelho d’água são como o nosso Cristo Redentor. Tentei alugar um pedalinho pra ver mais de perto as estátuas de 7m (sábado de sol, fim da manhã...), mas nada do cabra aparecer.

>> Aproveitei para agradecer a honra de cantar no Teatro Castro Alves – o mesmo que eu conhecia de discos ao vivo de Caymmi (1984) e Caetano – solo (1986), com Chico (1972) e Bethânia (1978). Bethânia, aliás, ajudou a encher nossa platéia e foi homenageada no fim.

>> No restaurante Yemanjá, onde fomos sassaricar após o trabalho, as homenagens foram pro quindim servido em tigela com baba de moça (!!!). Antes, provei moqueca de tudo quanto foi jeito – peixe, camarão, siri mole, ostra – para constatar, depois, que o dendê não deixou conseqüências.

>> Ainda nos acepipes: me levaram pro Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, e passei a gostar de acarajé – numa barraca de rua, mas com patrocínio da Tim (!!!). Gostei tanto que nem me incomodei de beber Nova Schin (a alternativa era uma tal de Nobel...). As duas cervejas, aliás, mandam nos bares de lá. Além do axé e dos ACMs, é o que a Bahia tem de pior.

>> Já o mar... Ah, o mar. O que é a temperatura nem-quente-nem-fria da água cristalina na Praia do Porto da Barra? Depois de percorrer a pé o Corredor da Vitória e a Sete de Setembro, me caiu como um troféu.

>> Com o saco cheio pro artesanato dos grandes mercados do Nordeste (quase tudo parecido, padronizado e pouco caprichado), costumo gostar mais dos comes e bebes. Só que no Mercado Modelo curti mesmo foi o subsolo – belíssimo ambiente restaurado que, reza a lenda, funcionava como prisão de escravos.

>> Outro subsolo que salvou uma visita turística foi no Solar do Unhão – antiga casa de engenho que virou museu, mas, cheio de áreas interditadas, dá aquela sensação de “que diabos vim fazer aqui”. Vale pela vista do mar (aqui do lado).

>> Ali perto, aliás, o Elevador Lacerda me proporcionou um pôr-do-sol cafona de tão bonito.

>> Foi o desfecho de uma caminhada honesta pelo Pelourinho, onde não consegui o café expresso que procurava (depois do almoço funciono assim), mas encontrei uma loja de belo artesanato e vista idem - onde dançarinos ensaiavam num palco improvisado.

7 comentários:

Gugu disse...

Viagem de sonho, caro amigo. Mas acho que seus olhos estão enxergando tudo mais colorido agora, né? Parabéns pelas conquistas profissionais e pessoais. Todos nós torcemos muito pelo seu sucesso, da Clau e do carocinho que está por vir. Axé!

Gardênia Vargas disse...

Que maneira a organização do seu post. Depois você me ensina? Risos!
Estive há pouco em Salvador. Minha viagem foi um pouco diferente, mas o mesmo encantamento. Viva a Bahia de São Salvador :o)

Beijos na família, principalmente no carocinho!!!

Cláudia Lamego disse...

Amor, pensar que um dia nós é que fomos no camarim da Bethânia, hein? Muito chique você recebê-la agora no seu!!! E viva Salvador, Caymmi, Glauber...

Pedro Paulo Malta disse...

Alô, Gugu: sim, sim! Na loja de artesanato que encerra o pôste comprei um palhacinho de papel marchê que me deixou emocionado além da conta. Obrigado pelo carinho, querido!

Gardênia: o acarajé da foto é o da Dinha, que agora vejo - relendo seu pôste baiano - que você comeu também. Qu'espetáculo! A Bahia é, sim, de um encatamento pó-rreta. Beijo pra você.

Amor: só faltou você na Bahia!

Marcelo Valle disse...

Ora pois ! Que inveja!Não das viagens, mas da forma como vêm sendo descritas. Tenho comigo boas e curiosas lembranças de viagens ao Nordeste, mas ainda não consigo tal desprendimento. Fico de certa forma ruminando idéias.Como diria nossa amiga Gisele, digerindo. Nordeste, Nordestes! Muitas Paraíbas,muitos Piauís, muitos Pernambucos...
Ops! enquano escrevo, uma Menininho insiste pra escrever seu nome:
ANTÔNIO 10-05-2008

Cláudia Lamego disse...

Ai, o Antônio vai virar um colaborador do blog também. Que lindo, meu galã!

Pedro Paulo Malta disse...

Alô, Marcelo.

Acho que meu desprendimento é de turista mesmo, pois o tempo que me sobra só dá pra algumas voltas pela cidade (sem ir muito além dos cartões postais). Nada intenso ou próximo das pessoas, como imagino os seus Nordestes. Fiquei curioso pra ler suas ruminâncias (!!!).

Antônio: escreva aí, ô, rapá! :)

Abração,
PP