26 de jun de 2008

Muito mais que um sonho


Parecia um sonho. Mas felizmente foi real. Um governo genuinamente socialista encheu de esperança um país e a América do Sul. À frente, coincidentemente mais um médico. Um líder que desejava um governo voltado para a educação, um país independente do capital estrangeiro exacerbado, uma "via chilena para o socialismo". O sonho se tornou mais real quando ele nacionalizou as minas de cobre, que eram brinquedinho de multinacionais, e os bancos. E o incrível: dividia os lucros com os funcionários.
Em sua breve passagem, mais realidades: a inflação caiu, o poder aquisitivo aumentou, a economia também. Tudo em um âmbito democrático e limpo. Foi demais para o império do norte. Na seqüência de horror, corrupção, roubalheira, imundice e assassinatos que varriam o continente, o sonho real se tornou pesadelo. A onda paranóica para servir a interesses do outro hemisfério se fez presente com bombas e homicídios dele, de 7 mil conterrâneos, de um país, de um continente.
Hoje, Allende faria aniversário. A lembrança desta data e deste homem em jornais e sites, porém, comprova que, sem dúvida, não foi um sonho. Foi real. E pode ser real novamente. E está sendo real por aí. Basta não deixar o pesadelo que vem lá de cima fazer crer que tudo não passa de sonho.

5 comentários:

A digestora metanóica disse...

Bela homenagem, Miragaya.

Bjos

Moacy Cirne disse...

Certas lembranças são absolutamente necessárias. Como foi dito antes, uma bela homenagem. Abraços.

Gugu disse...

Salve Salvador! Lindo texto, Mira.

Olívia Bandeira de Melo disse...

Fernando e Lu exercem aqui a importantíssima função de nos lembrar as lutas, as resistências.
Valeu!

Luciana Gondim disse...

Longos suspiros