16 de abr de 2008

Esbarrei nela



Um dia esbarrei nela, linda, toda-toda, cheia de salamaleques e olhares sedutores. Fisgou-me na mesma hora. Aquele carnaval foi memorável. Linda, linda, purpurina tilintando nos olhos. Um aperto no peito. Ela sumiu. No meio daquela multidão. Um vazio. De repente, um par de pernas, todo trançado de branco. Filó vermelho escondia as coxas, e a bunda, que bunda. A barriguinha saliente denunciava as gordurinhas, daquelas que se pode pegar e apertar até cansar de tanta gostosura. Seios pequenos. Podia fechar os olhos e dizer que cabiam nas palmas das minhas mãos. Os braços acompanhavam as pernas, longilíneos, desses que te abraçam até quase sufocar. Fingi que não vi. Passei, olhei pra trás e lá estava ela, a nuca fogosa. Cabelos longos, desciam pelos ombros magros e recortavam o rosto fino da mais bela visão da festa do Rei Momo. Seus olhos castanhos me fitaram num sorriso fechado, de um lado parado, do outro puxado. Vi a covinha. Linda. Senti que já estava no papo. Eu, claro. Me tremi inteiro. Ela sorriu. Agora por inteiro. Olhou pra frente e seguiu devagar...

6 comentários:

Deia Vazquez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Deia Vazquez disse...

Barriga saliente, peito pequeno e pernas e bracos longilineos - Garden, nao me apaixonei nao.
hehehe

Gardênia Vargas disse...

auhahuhuhuahuahuahuaa
mas é assim mesmo. quem disse que você escolhe por quem se apaixonar.
Esse conto foi inspirado nas palavras de um qualquer que se tornou especial pra mim. Risos

A digestora metanóica disse...

hahahahahahaha
garden, confesso que também tentei compor na mente a imagem da magrelinha pançuda e o resultado não foi poético não.

Gardênia Vargas disse...

huahuahuahuahuauhaa
não é pra vocês!

Cláudia Lamego disse...

Garden, você é a menina do conto? Você é linda!!! Uma florzinha de baunilha!